terça-feira, fevereiro 13, 2007

história natural

as roupas pegas na lavanderia, o cartão de crédito pago, a GQ do mês - com suplemento automotivo - adquirida, um DVD alugado, o estômago sem ter do que reclamar, a casa miraculosamente arrumada. são poucos dias até a mudança, até outros quartos, até outras paredes. não vou sentir saudades daqui, porque o mais importante vai comigo.

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mesmo assim, aquela preguiça de ir pro novo apartamento. faxiná-lo, pintá-lo, reformá-lo. ênclises em profusão e eu nem assinei o contrato, embora isso deva rolar já amanhã. logo em seguida, uma máquina de lavar e um wok, para minhas visitas se sentirem na Tailândia.

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Tailândia me lembra o Oriente, que me lembra a China: pedi ontem o frango agridoce do China in Box, no afã de conseguir dois rolinhos primavera como brinde. eles vieram e estavam muito bons, mas o frango agridoce é horrível.

sério: fazia tempo, muuuuito tempo, que eu não comia um prato nota ZERO. e fica até chato dar uma nota tão boa assim para o tal frango agridoce, mas veja bem: eu gosto de frango e eu gosto de agridoce, então tinha tudo para que eu gostasse. mas aí vem aquela velha história de que, para certas pessoas, é só colocar abacaxi que já se tem algo agridoce - teoria que o sanduíche de pernil do Cervantes implode à primeira mordida, numa feliz combinação.

agora fiquei ressabiado com o China in Box: será que só vale a pena pedir yakisoba ou carne com legumes? pelo sim, pelo não, vou dar pelo menos um mês até pedir de novo (essa foi só a terceira vez que comi lá em dois anos de Brasília).

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a maior preocupação no trabalho hoje foi ler um texto de cinco páginas; a segunda maior foi decidir qual o chá que eu tomaria às quatro da tarde (ganhou o de carqueja, e sem açúcar). às vezes adoro a Telerj por isso, às vezes detesto pelo mesmo motivo.

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tem horas em que vou à banca com um determinado intuito programado (ex: comprar a GQ portuguesa, como hoje) mas, por conta de uma capa, acabo ficando muito mais tempo por lá, sem conseguir me mover. aconteceu uma vez no ano passado, em que duas revistas colocaram na capa, num curto período de tempo, a Isabeli Fontana sob fundo rosa - uma combinação a que é humanamente impossível de se resistir.

rolou de novo hoje, dessa vez com a Aline (com um N só, vai) Moraes na capa da "Boa Forma". vendo aquela foto, fiquei impossibilitado de fazer qualquer coisa. mein Gött, isso definitivamente não se faz.

caso você se interesse em perder pelo menos duas horas da sua vida olhando para uma foto, clique aqui e boa sorte.